Já terminei de ler há algum tempo Non-Stop, livro de crônicas de Martha Medeiros, mas sempre há o que comentar sobre o que ela escreve. Um dos textos do livro, "Música x Comida", fez-me lembrar de uma situação que vivi ainda neste ano. Na crônica, Martha conta que foi participar de um chá beneficente promovido por um grupo de senhoras. A ideia era a escritora falar sobre sua profissão e discutir alguns temas com as mulheres presentes. Mas, ao iniciar a conversa, foi obrigada a enfrentar uma concorrente desleal: a comida! Serviram o chá durante a palestra e aí não teve mais clima para papo.
"Comida não tem concorrente. Ou se come ou se presta atenção", escreveu Martha. O que presenciei há bem pouco tempo atrás confirma o que ela diz. Era pra ser um evento de homenagens, com apresentações musicais. Tudo transcorria normalmente, músicos cantando e tocando instrumentos, mas antes de terminar serviram salgadinhos, docinhos e café! Parece que este era mesmo o esquema do evento, mas, sinceramente, para mim pareceu muita falta de educação. Músicos tentando mostrar seu talento no palco e pessoas se levantando para comer e conversar. O ambiente ficou parecido com um barzinho em que há música ao vivo, o que, acredito, não era o propósito. Mas, como diz Martha, para comida não tem talento que concorra.
P.S: Os barzinhos com música ao vivo mereceriam um texto à parte, no sentido inverso deste que acabo de escrever. É que quem vai a um barzinho ou restaurante quer conversar, beber algo, deliciar-se com a gastronomia do local. Então, neste caso, os músicos precisam ter consciência de que estão ali como coadjuvantes, sem tentar concorrer tocando músicas que não combinam com o ambiente ou com som muito alto.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
domingo, 30 de agosto de 2009
Sexo com conforto, por favor!
Estou terminando de ler Non-Stop, da gaúcha Martha Medeiros, um livro com crônicas antigas, de 2000 e 2001, mas como tratam do cotidiano estão sempre atuais.
Um dos textos da Martha é que instigou a vontade de ter um espaço para dividir as sensações que tenho quando leio algo. Na crônica Sexo nas Alturas, ela conta das peripécias sexuais que muitos fazem em nome das chamadas fantasias. Sexo no elevador, no banheiro do avião, em cabine telefônica, em cima de motos, qualquer lugar que aguce o medo de ser visto, o que para muitos aumenta o desejo.
Lá no último parágrafo, Martha escreve: eu sou adepta da boa e tradicional cama. E eu digo pra mim mesma: Eu também!! Nada melhor do que a boa e velha cama, de preferência a da minha casa. Juro que nunca entendi como as pessoas podem atingir o climáx fazendo sexo em lugares e posições tão desconfortáveis. Será que o medo de ser flagrado pode simplesmente atingir o ponto G? Não, não acredito nisto.
E endosso o que Martha Medeiros diz:
"Eu sou adepta da boa e tradicional cama. Retangular, de preferêncìa, que as redondas me tiram o senso de direção. Colchão de molas, intocáveis travesseiros, abajur com uma lâmpada de 40 watts, música opcional. Sem espelhos. Sem vídeos pornôs. Sem crianças num raio de 10 Km. Telefone desligado. Os relógios esquecidos numa gaveta fechada. Tempo de sobra. Privacidade. E depois emendar com o sono, nem levantar. Você já experimentou? É nitroglicerina pura."
NON STOP - CRÔNICAS DO COTIDIANO
Martha Medeiros
L&PM Editores
Um dos textos da Martha é que instigou a vontade de ter um espaço para dividir as sensações que tenho quando leio algo. Na crônica Sexo nas Alturas, ela conta das peripécias sexuais que muitos fazem em nome das chamadas fantasias. Sexo no elevador, no banheiro do avião, em cabine telefônica, em cima de motos, qualquer lugar que aguce o medo de ser visto, o que para muitos aumenta o desejo.
Lá no último parágrafo, Martha escreve: eu sou adepta da boa e tradicional cama. E eu digo pra mim mesma: Eu também!! Nada melhor do que a boa e velha cama, de preferência a da minha casa. Juro que nunca entendi como as pessoas podem atingir o climáx fazendo sexo em lugares e posições tão desconfortáveis. Será que o medo de ser flagrado pode simplesmente atingir o ponto G? Não, não acredito nisto.
E endosso o que Martha Medeiros diz:
"Eu sou adepta da boa e tradicional cama. Retangular, de preferêncìa, que as redondas me tiram o senso de direção. Colchão de molas, intocáveis travesseiros, abajur com uma lâmpada de 40 watts, música opcional. Sem espelhos. Sem vídeos pornôs. Sem crianças num raio de 10 Km. Telefone desligado. Os relógios esquecidos numa gaveta fechada. Tempo de sobra. Privacidade. E depois emendar com o sono, nem levantar. Você já experimentou? É nitroglicerina pura."
NON STOP - CRÔNICAS DO COTIDIANO
Martha Medeiros
L&PM Editores
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