domingo, 30 de agosto de 2009

Sexo com conforto, por favor!

Estou terminando de ler Non-Stop, da gaúcha Martha Medeiros, um livro com crônicas antigas, de 2000 e 2001, mas como tratam do cotidiano estão sempre atuais.

Um dos textos da Martha é que instigou a vontade de ter um espaço para dividir as sensações que tenho quando leio algo. Na crônica Sexo nas Alturas, ela conta das peripécias sexuais que muitos fazem em nome das chamadas fantasias. Sexo no elevador, no banheiro do avião, em cabine telefônica, em cima de motos, qualquer lugar que aguce o medo de ser visto, o que para muitos aumenta o desejo.

Lá no último parágrafo, Martha escreve: eu sou adepta da boa e tradicional cama. E eu digo pra mim mesma: Eu também!! Nada melhor do que a boa e velha cama, de preferência a da minha casa. Juro que nunca entendi como as pessoas podem atingir o climáx fazendo sexo em lugares e posições tão desconfortáveis. Será que o medo de ser flagrado pode simplesmente atingir o ponto G? Não, não acredito nisto.

E endosso o que Martha Medeiros diz:

"Eu sou adepta da boa e tradicional cama. Retangular, de preferêncìa, que as redondas me tiram o senso de direção. Colchão de molas, intocáveis travesseiros, abajur com uma lâmpada de 40 watts, música opcional. Sem espelhos. Sem vídeos pornôs. Sem crianças num raio de 10 Km. Telefone desligado. Os relógios esquecidos numa gaveta fechada. Tempo de sobra. Privacidade. E depois emendar com o sono, nem levantar. Você já experimentou? É nitroglicerina pura."


NON STOP - CRÔNICAS DO COTIDIANO
Martha Medeiros
L&PM Editores